Os jogos de estratégia para celular continuam fisgando jogadores com a promessa de “só mais um turno”. Basta abrir o app enquanto o café sai para, de repente, estar planejando melhorias de base ou discutindo tática com a sua aliança.
A lista abaixo reúne os títulos mais populares e bem avaliados previstos para bombar em 2026. Há opções para quem curte PvP intenso, partidas rápidas de quebra-cabeça ou campanhas longas de civilização. Veja qual combina com o seu estilo e prepare a bateria do aparelho.
Clash of Clans mantém o reinado das vilas armadas
No clássico da Supercell, o jogador monta uma vila, distribui armadilhas e parte para ataques relâmpago atrás de recursos. O ciclo é simples: melhorar defesas, otimizar layout e participar de guerras de clã que exigem pontaria cirúrgica.
Ideal para quem gosta de progresso a longo prazo e batalhas de poucos minutos, o título segue gratuito, mas usa cronômetros longos para upgrades — prática que pode incomodar quem não curte esperar.
Rise of Kingdoms amplia as guerras em tempo real
Construir cidade, explorar mapa global compartilhado e engajar em conflitos que duram dias: esse é o núcleo de Rise of Kingdoms. As lutas acontecem em tempo real, com reforços chegando no meio da confusão e alianças coordenando ataques conjuntos.
O ponto alto é a camada social: diplomacia, horários de rally e discussões sobre combinação de comandantes transformam o celular em “segundo emprego” durante grandes eventos.
The Battle of Polytopia acelera o estilo 4X
Quer a sensação de Civilization, mas sem partidas de horas? Polytopia resume exploração, expansão, exploração e extermínio em mapas compactos de até 20 minutos. Cada estrela gasta em tecnologia muda a partida na mesma hora.
Visual minimalista e regras fáceis tornam o jogo porta de entrada para estratégia de turno. Quem prefere campanhas gigantes pode estranhar a rapidez das sessões.
Civilization VI traz a experiência de PC na íntegra
A Firaxis colocou a versão completa de Civ VI na tela pequena. Construir impérios, negociar tratados e disputar maravilhas consome noites inteiras. Cada decisão — onde fundar a próxima cidade ou quando atacar um vizinho — altera rumos a longo prazo.
Profundo e denso, o game exige aprendizado de sistemas variados. Em contraste, jogadores que buscam partidas curtas podem achar o início lento.
Company of Heroes aposta em tática da Segunda Guerra
Com port premium, Company of Heroes foca em microgerenciar esquadrões, usar cobertura e flanquear. Nada de spam de unidades; posicionamento correto decide a vitória.
Embora o toque funcione bem, situações caóticas pedem precisão. A curva de aprendizado é íngreme, mas recompensadora para fãs de RTS clássico.
Northgard mistura sobrevivência e expansão viking
Expandir território custa recursos, e o inverno é inimigo feroz. Em Northgard, equilibrar comida, madeira e felicidade do clã vale mais que derrotar rivais cedo demais. Um passo em falso e a escassez de suprimentos encerra a campanha.
As partidas são mais curtas que um 4X tradicional, mantendo tensão constante. Ótimo para quem gosta de gerenciamento econômico sob pressão.
XCOM 2 Collection testa nervos com risco permanente
Montar esquadrão, invadir missões táticas e aceitar que um erro significa perder soldado para sempre: essa é a fórmula de XCOM 2. Cada cobertura e porcentagem de tiro faz diferença — errar um disparo de 95% pode arruinar o plano inteiro.
Imagem: Andrea Knezovic
O envolvimento cresce ao personalizar soldados, mas o fator punição afastará quem detesta recomeçar depois de falhas dolorosas.
Into the Breach transforma cada turno em quebra-cabeça
Pequenos mapas, três mechs e previsão do movimento inimigo. Parece simples, até perceber que o objetivo é salvar prédios, não destruir inimigos. O segredo é empurrar, bloquear e usar habilidades para sair ileso.
Com sessões curtas e alta rejogabilidade, o jogo recompensa pensamento calculado. Falta de campanha longa pode desanimar quem prefere histórias extensas.
Teamfight Tactics leva o autochess ao celular
No modo estratégico de League of Legends, o jogador compra campeões, posiciona no tabuleiro e assiste às batalhas automáticas. A arte está em administrar ouro, subir de nível na hora certa e emendar sinergias devastadoras.
Cross-play com PC facilita alternar plataformas. Por outro lado, a curva de unidades e itens assusta iniciantes, e partidas podem ultrapassar 30 minutos.
Bloons TD 6 entrega defesa de torre frenética
Macacos, balões e explosões coloridas definem Bloons TD 6. Começa tranquilo, mas o late game vira cálculo de buffs e timing de habilidades para estourar hordas cada vez mais resistentes.
Com dezenas de mapas e modos cooperativos, oferece conteúdo extenso. O lado negativo é a repetição de fases para desbloquear dificuldades mais altas.
Plague Inc. coloca o jogador no papel do patógeno
Partindo de um país, o objetivo é infectar o planeta antes que cientistas descubram a cura. Cada ponto de DNA investido em sintomas ou resistências altera a corrida contra o tempo e contra as políticas de contenção.
O tom sombrio pode incomodar, mas a mecânica de evolução e as notícias em tempo real mantêm a tensão até o final da partida.
Rebel Inc. foca em estabilização pós-conflito
Diferente de jogos que glorificam batalhas, Rebel Inc. começa quando a guerra termina. O desafio é equilibrar gastos em infraestrutura e ações militares para impedir a insurgência de ganhar força.
Com várias regiões e cenários, cada campanha exige escolhas difíceis sob orçamento limitado. Combates são parte do quebra-cabeça, mas a verdadeira vitória vem da aceitação popular.
Por que esses títulos merecem atenção em 2026
Todos os jogos listados continuam ativos, recebem atualizações constantes e atraem comunidades engajadas. Isso garante conteúdo novo, balanceamentos frequentes e eventos que prolongam a vida útil de cada aplicativo.
Para o Mania de Celular, a seleção mostra a evolução do mercado: do tower defense casual a simuladores de império completos. Seja em partidas de cinco minutos ou campanhas de dias, a estratégia mobile segue conquistando espaço — e horas de tela — no Brasil e no mundo.
