O primeiro telefone dobrável em três partes da Samsung, o Galaxy Z TriFold, mal completou um trimestre nas prateleiras e já está saindo de cena. O aparelho, apresentado como vitrine tecnológica na CES 2024, deixará de ser comercializado assim que o estoque atual terminar.
A decisão surpreende quem acompanha o mercado de celulares, pois o modelo trazia um conceito inédito de tela de 10 polegadas que se desdobra duas vezes. Mesmo assim, fatores como produção cara e venda restrita pesaram contra a continuidade do dispositivo.
Samsung interrompe venda do Galaxy Z TriFold
A Samsung confirmou que o Samsung Galaxy Z TriFold não será mais produzido. Na Coreia do Sul, as vendas foram encerradas no fim de março, pouco mais de três meses após o lançamento em 12 de dezembro. Nos Estados Unidos, onde a comercialização começou em janeiro, apenas as últimas unidades seguem disponíveis.
Um porta-voz da companhia explicou que, quando os estoques acabarem, não haverá reposição. Ou seja, quem ainda pensa em levar o triplo dobrável para casa precisa agir rápido enquanto as últimas peças permanecem online e em algumas lojas físicas.
Modelo nunca foi pensado para o grande público
Desde a CES, a marca deixou claro que o Z TriFold era um experimento de luxo. Limitado a dois países e custando US$ 2.899, o produto visava demonstrar capacidade de engenharia, não estabelecer recordes de venda. Esse caráter “showcase” ficou evidente na forma de distribuição controlada e na ausência de campanhas massivas.
Preço alto e produção complexa limitaram alcance
Fabricar um smartphone com três painéis flexíveis, duas dobradiças e software otimizado para múltiplas posições exige uma cadeia de suprimentos sofisticada. Fontes da própria Samsung admitem que os custos de montagem ficaram muito acima da média dos dobráveis tradicionais.
Mesmo com o preço elevado, analistas questionam se a empresa conseguiu margem de lucro. Won-Joon Choi, COO da companhia, revelou que o retorno financeiro não foi o principal objetivo e que a complexidade fabril pesa na decisão sobre produzir um sucessor.
Quanto custaria no Brasil?
No mercado brasileiro o Samsung Galaxy Z TriFold nunca foi lançado oficialmente, mas uma conversão direta do preço norte-americano (US$ 2.899) coloca o aparelho na faixa de R$ 15.000 a R$ 16.000, sem incluir taxas de importação e tributos locais. Com impostos, o valor poderia ultrapassar R$ 20.000, rivalizando com notebooks premium.
Disponibilidade restrita aos EUA chega ao fim
Nos Estados Unidos, varejistas parceiros ainda exibem o TriFold em suas páginas, porém sinalizam “quantidades limitadas”. A previsão é de que os estoques se esgotem nas próximas semanas, marcando o adeus definitivo ao dispositivo nos pontos de venda oficiais.
Imagem: Timo Brauer
Consumidores que compraram o telefone não verão mudanças imediatas: a garantia segue valendo e não há indicação de recolhimento ou qualquer tipo de recall.
Impacto no portfólio de dobráveis
A descontinuação não afeta a linha regular Galaxy Z Fold e Flip, que permanece em produção e deve receber novas gerações ainda este ano. A Samsung estuda aproveitar o formato 4:3 exibido no TriFold em futuros modelos mais convencionais.
Suporte seguirá por sete anos
Um ponto crucial para quem investiu na novidade é o suporte estendido. A Samsung assegura sete anos de atualizações de sistema e de segurança para o Samsung Galaxy Z TriFold, política já aplicada aos topos de linha da marca.
Isso significa que o aparelho receberá versões do Android e correções mensais até 2031, atendendo ao mesmo cronograma prometido para a família Galaxy S24. A assistência técnica oficial também continua disponível, inclusive para reparo de tela dobrável e substituição de bateria.
Legado tecnológico permanece
Embora o ciclo comercial tenha sido curto, o TriFold provou que há espaço para formatos de tela mais amplos sem sacrificar a portabilidade. A experiência de abrir o telefone e transformá-lo em um tablet de 10 polegadas pode inspirar a próxima geração de dobráveis, segundo executivos.
No Mania de Celular, acompanharemos qualquer pista de um sucessor ou de recursos herdados pelos futuros Galaxy Z, já que a marca planeja incorporar aprendizados do TriFold em produtos de maior escala.
Por ora, a mensagem da Samsung é clara: o pioneiro dos três dobras cumpriu sua missão de laboratório e deixa o palco enquanto os fãs aguardam o próximo grande salto em design flexível.
