O próximo relógio inteligente da Samsung, o Galaxy Watch 9, chegará com uma mudança de hardware que pode resolver a principal queixa dos usuários: a curta duração da bateria.
A empresa confirmou que a nova geração usará o inédito processador Snapdragon Wear Elite, fabricado em 3 nm, o que abre caminho para ganhos expressivos de eficiência energética e desempenho.
Chip Snapdragon Elite aposenta Exynos nos smartwatches da Samsung
Durante a MWC 2026, a Qualcomm apresentou a família Snapdragon Wear Elite, pensada para wearables e dispositivos de inteligência artificial vestível. O componente estreia em 3 nm, avanço em relação ao processo de 4 nm do atual W5 Gen 2.
Ao adotar o novo silício, a Samsung abandona temporariamente seus chips Exynos em relógios. Segundo a Qualcomm, o Snapdragon Wear Elite oferece até 30% de autonomia extra sobre a geração anterior, além de recarga rápida capaz de chegar a 50% de carga em apenas 10 minutos.
Primeira NPU dedicada em um relógio com Wear OS
O processador traz uma CPU penta-core – um núcleo de alto desempenho e quatro de eficiência – acompanhada de uma NPU dedicada. Essa unidade neural viabiliza recursos de IA locais mais rápidos e personalizados, algo inédito em smartwatches com Wear OS.
O que muda na prática para o Galaxy Watch 9
A promessa de eficiência se traduz, na teoria, em menos tempo na tomada. Caso os 30% extras se confirmem, o Galaxy Watch 9 poderá entregar a maior autonomia já vista na linha, superando folgadamente o Galaxy Watch 8.
Além da bateria mais duradoura, usuários devem notar abertura mais ágil de apps, respostas instantâneas a comandos de voz e conectividade reforçada, já que o chip integra 5G de baixo consumo, Bluetooth 6.0 e comunicação via satélite sob demanda.
Recarga relâmpago também foi turbinada
Outro ponto relevante é a recarga. A Qualcomm afirma que 10 minutos na base magnética levarão o smartwatch de 0% a 50% de carga. Caso se repita no modelo final da Samsung, a rotina de carregar o relógio antes de sair de casa ficará muito mais rápida.
Quando e onde o Galaxy Watch 9 será lançado
A Samsung costuma apresentar sua linha de wearables no segundo semestre. A confirmação do novo chip indica que o anúncio do Galaxy Watch 9 e do possível Galaxy Watch 2 Ultra acontecerá em julho ou agosto, coincidindo com o próximo Unpacked.
Imagem: Jade Bryan Jardinico
O relógio será um dos primeiros, senão o primeiro, a chegar às lojas equipado com o Snapdragon Wear Elite. Marcas como Motorola e Xiaomi já sinalizam interesse no chip, mas seus lançamentos devem ocorrer depois da Samsung.
E o preço no Brasil?
Ainda não há valores oficiais para o Galaxy Watch 9 em reais. A expectativa é de que a Samsung divulgue preços locais perto do evento de lançamento. Para efeito de referência, o Galaxy Watch 8 estreou no país na faixa dos R$ 2 mil, mas vale aguardar a confirmação oficial.
Especificações técnicas conhecidas até agora
- Processador: Snapdragon Wear Elite (3 nm, CPU penta-core)
- NPU dedicada para IA on-device
- Conectividade: 5G de baixo consumo, Bluetooth 6.0, suporte a comunicação via satélite
- Promessa de até 30% mais autonomia em relação à geração anterior
- Recarga rápida: 0 – 50% em 10 min
Como isso impacta a experiência diária
Autonomia maior significa monitorar sono, exercícios e notificações sem precisar se preocupar em levar o carregador para todo canto. Já a NPU deve aprimorar respostas contextuais, sugestões de treino e comandos de voz, tudo sem depender tanto da nuvem.
Outras marcas já confirmadas com o novo chip
A Qualcomm informou que empresas parceiras, entre elas Motorola e Xiaomi, adotaram o Snapdragon Wear Elite nos próximos relógios com Wear OS. Nenhuma delas, entretanto, detalhou datas ou modelos específicos.
No curto prazo, isso coloca o Galaxy Watch 9 em posição de destaque, atraindo consumidores que priorizam bateria longa e recursos de IA embarcados. Aqui no Mania de Celular acompanharemos cada detalhe do lançamento e atualizaremos as informações de disponibilidade no Brasil assim que estiverem oficiais.
Enquanto isso, resta aguardar para descobrir se a promessa de “bateria que dura de verdade” finalmente se materializa nos pulsos dos usuários.
