O Redmi Note 17 Pro Max chegou ao mercado europeu colocando a bateria e a resistência como seus maiores trunfos. Com 9.210 mAh e certificação IP69K, o aparelho de médio custo da Xiaomi promete aguentar dias longe da tomada e enfrentar jatos de água a 80 °C sem sofrer danos.
Mesmo turbinado por dentro, o modelo mantém visual discreto, corpo sem excessos e peso aceitável. Nas próximas linhas, o Mania de Celular resume tudo o que já se sabe sobre o dispositivo que tenta deixar até o iPhone 17 Pro Max para trás em autonomia e robustez.
Design, tela e certificações
À primeira vista, o Redmi Note 17 Pro Max parece um celular intermediário comum. O módulo de câmera é contido e as curvas da traseira facilitam a pegada. O que não é comum é a combinação de quatro níveis de proteção: IP66, IP68, IP69 e IP69K. Isso significa barreira contra poeira, submersão prolongada e até lavagem com mangueira de alta pressão e água quente, cenário no qual nem o topo de linha da Apple vai tão longe.
Na frente, o display de 6,83 polegadas adota resolução 1,5K e alcança picos de 3.500 nits, superando a maioria dos rivais em brilho outdoor. A proteção fica por conta do vidro Gorilla Glass Victus 2, aprovado para quedas de até três metros segundo certificação SGS.
Ergonomia inesperada
Apesar do tanque de energia interno, o aparelho não se torna um tijolo. Ele é mais espesso que um iPhone, mas nada que incomode no bolso ou na mão. O peso extra é perceptível, porém bem distribuído.
Hardware e software
O processador Snapdragon 6 Gen 5 comanda o conjunto. Durante o teste prático, não houve engasgos na troca de apps ou na navegação pelo sistema. A Xiaomi ainda permite expandir a RAM virtual até 24 GB via Memory Extension, recurso que ajuda na multitarefa pesada.
Na parte de sistema, o usuário recebe o Android personalizado pela HyperOS e o pacote de IA formado por Google Gemini, Circle to Search e a suíte HyperAI da própria fabricante. A promessa oficial é de seis anos de “Like-New Software Guarantee”, mantendo o desempenho próximo ao de fábrica ao longo do tempo.
Benchmarks a caminho
Ferramentas como AnTuTu e 3DMark ainda não divulgaram resultados, pois os apps estavam bloqueados até o fim de um acordo de confidencialidade. Os números deverão sair em breve.
Câmeras e recursos fotográficos
Na traseira, o Redmi Note 17 Pro Max traz duas lentes. A principal entrega 50 MP, abertura f/1.5 e estabilização óptica, especificações mais comuns em smartphones premium. O sensor secundário é um ultrawide de 8 MP.
Faltou aqui uma teleobjetiva: o zoom nativo para em 20x de forma totalmente digital, enquanto concorrentes como o Pixel 11 Pro ostentam cifras bem maiores. Mesmo assim, as fotos da câmera principal surpreendem pela nitidez diurna e pelo alcance dinâmico à noite, capturando até estrelas em céu limpo.
Imagem: Divulgação
Resultados mistos no zoom
Nas ampliações, há perda visível de definição acima de 10x. Quem precisa de telefoto dedicada pode sentir falta desse recurso.
Bateria e velocidade de carregamento
A estrela do show é a célula de 9.210 mAh. Nos testes em standby, o smartphone resistiu três dias completos; em uso intensivo, ultrapassou 25 horas antes de pedir tomada.
Quando a energia acaba, o adaptador de 100 W já vem na caixa. Em apenas 20 minutos, o aparelho recupera carga suficiente para um expediente inteiro. A recarga reversa alcança 27 W, útil para fones, relógios ou para socorrer outro telefone.
Comparativo com o iPhone
O iPhone 17 Pro Max, anunciado com a “melhor bateria de um iPhone”, chega a quase metade dessa capacidade e aceita no máximo 40 W. Em 20 minutos, a marca da maçã atinge cerca de 50 %, enquanto o Redmi passa folgadamente de 70 % no mesmo tempo.
Preço e disponibilidade
Na Europa, o Redmi Note 17 Pro Max custa 599,90 € na versão com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. O modelo com 512 GB sai por 649,90 €. Considerando o câmbio aproximado de R$ 5,40 por euro, os valores ficariam em torno de R$ 3.240 e R$ 3.510, respectivamente, antes de impostos e taxas brasileiras.
A Xiaomi não detalhou a data de lançamento no Brasil, mas a política recente da marca indica chegada oficial nos próximos meses. Caso mantenha o preço competitivo lá fora, o aparelho pode aparecer por cifras próximas às vistas em lojas online que importam, na faixa dos R$ 4.000 a R$ 4.300, dependendo do estoque e da cotação.
Opções de cores
Quatro tonalidades compõem o leque: Cloud Blush, Green, Purple e Black. Todas acompanham carregador turbo de fábrica, item cada vez mais raro no segmento.
Com bateria gigante, proteção IP69K e preço que briga com o mercado intermediário, o Redmi Note 17 Pro Max se destaca como forte candidato para quem prioriza autonomia e durabilidade em 2024.
