Esquecer a senha de 64 dígitos do backup do WhatsApp já fez muita gente suar frio.
Agora, o aplicativo começou a liberar passkey, solução que usa biometria ou PIN do celular, cortando esse sufoco.
A novidade será distribuída gradualmente para Android, iPhone, WhatsApp Desktop e Web nas próximas semanas.
A mudança mantém a criptografia de ponta a ponta dos históricos de conversa, mas substitui o texto interminável por um toque de dedo ou reconhecimento facial.
Neste artigo, o Mania de Celular explica o que muda, quem recebe primeiro e como ativar o recurso.
Acompanhe e veja por que a expressão “esqueci a senha” tende a virar coisa do passado.
O que é a passkey no WhatsApp
Passkey no WhatsApp é uma chave criptográfica vinculada ao hardware do aparelho.
Ela combina biometria (rosto ou impressão digital) com o código de desbloqueio do sistema operacional.
Assim, o acesso ao backup fica restrito apenas ao usuário autenticado no dispositivo.
Até então, quem ativava o backup criptografado precisava memorizar uma senha ou guardar uma chave de 64 dígitos.
Perder esse código significava adeus às mensagens, fotos e documentos salvos na nuvem.
Com a passkey, o processo de desbloqueio fica tão simples quanto destravar a tela do smartphone.
Como a novidade aprimora a segurança
A passkey substitui credenciais que podem ser esquecidas ou copiadas por terceiros.
Por estar armazenada no módulo seguro do aparelho, não sai do dispositivo e não pode ser reutilizada em outro lugar.
Isso reduz o risco de phishing e ataques de força bruta.
Passo a passo para ativar a passkey no backup
A liberação está sendo feita em lotes.
Quando o recurso aparecer, faça o seguinte:
- Abra Configurações > Conversas > Backup de conversas.
- Toque em Proteção do backup.
- Selecione “Usar passkey” e confirme com biometria ou PIN.
- Conclua o assistente e aguarde a sincronização na nuvem.
Depois de configurado, qualquer restauração pedirá o mesmo método biométrico ou o código da tela usado no aparelho original.
Sem digitar nada, o histórico volta completo, inclusive mídia e arquivos.
Funciona no computador?
Sim. Ao restaurar conversas no WhatsApp Desktop ou Web, o usuário recebe um prompt para autorizar no celular já autenticado.
A leitura facial ou a impressão digital liberam o backup remotamente, garantindo a mesma proteção.
Distribuição gradual para Android, iOS e PC
A Meta informou que a novidade começou a ser distribuída globalmente nesta semana.
A expectativa é que todos os usuários recebam a opção ao longo das “próximas semanas”, sem data exata para cada país.
Não será necessário atualizar manualmente o aplicativo: o recurso chegará via ativação no servidor.
No Brasil, tanto o aplicativo para Android quanto o do iPhone devem exibir um banner de alerta quando a função ficar disponível.
Quem não utiliza backup criptografado poderá habilitar a proteção já com passkey, sem criar senha adicional.
Quem possui senha antiga poderá migrar sem perder arquivos.
Imagem: Jade Bryan
E se eu preferir a senha de 64 dígitos?
A opção tradicional continua existindo.
O usuário pode manter a senha atual ou criar uma nova se preferir controle total da chave.
Também será possível desativar a passkey a qualquer momento nas configurações de backup.
Novas camadas de proteção chegam em sequência
A Meta vem reforçando o aplicativo contra golpes e clonagens.
No mês passado, foram adicionados intervalos maiores para mensagens temporárias, dificultando o vazamento de histórico.
Relatos recentes indicam o teste de um limite mensal de mensagens de desconhecidos, mirando spam e fraudes.
A chegada da passkey soma-se a essas barreiras, criando uma linha de defesa que não depende da memória do usuário.
Como o recurso usa padrões abertos (FIDO), ele deve chegar a mais serviços ao longo do tempo, reforçando o ecossistema de segurança móvel.
Preço e disponibilidade no Brasil
O uso da passkey não envolve custos extras.
O WhatsApp segue gratuito, e o armazenamento no Google Drive ou iCloud continua incluso nos planos básicos dos serviços.
Para quem busca mais espaço, os preços dos provedores variam a partir de R$ 6,99 ao mês (Google One 100 GB) ou R$ 12,90 ao mês (iCloud+ 50 GB) em valores de hoje.
Se você estiver pensando em trocar de celular para aproveitar a novidade, modelos com leitor de impressão digital no display, como o Galaxy A54, custam a partir de R$ 1.799 em grandes varejistas.
A biometria integrada é recomendada para quem pretende usar a passkey no dia a dia.
Resumo: por que a passkey no WhatsApp importa
• Elimina a necessidade de memorizar 64 dígitos ou senhas extensas.
• Usa biometria já presente no aparelho, acelerando o desbloqueio.
• Mantém a criptografia de ponta a ponta, sem comprometer a privacidade.
• Funciona em Android, iPhone, Desktop e Web, garantindo continuidade.
Fique de olho na próxima atualização do aplicativo para ativar a passkey assim que ela aparecer.
Seu histórico de conversas ficará protegido com menos esforço e mais praticidade.
