Os usuários que vivem apagando aplicativos ou fotos para liberar memória podem ganhar um bom reforço. O WhatsApp começou a testar um sistema que remove apenas determinados tipos de arquivos, mantendo as conversas intactas.
Disponível na versão beta 25.37.10.72 para iOS, o recurso promete economia de vários gigabytes, algo que interessa principalmente a quem usa modelos de 64 GB ou 128 GB. A expectativa é de que a novidade chegue em breve ao Android e à versão web.
Novo recurso de armazenamento do WhatsApp: como funciona
O mensageiro incluiu um menu chamado Clear Media. Ao tocar nele, o usuário vê categorias como Fotos, Vídeos, Documentos, Áudios e Figurinhas. Cada item pode ser marcado ou desmarcado, permitindo apagar apenas o que realmente ocupa espaço.
Também há a opção de preservar mídias marcadas com estrela. No topo da tela, um botão de atalho exclui todo o conteúdo não favoritado de uma vez, mas sempre exibe um aviso final para evitar exclusões acidentais.
Controle granular de dados
A principal diferença para o método antigo está na granularidade. Antes, ao limpar um chat inteiro, o aplicativo removia conversas e arquivos juntos. Agora, fotos pesadas podem ser deletadas enquanto documentos importantes permanecem.
Por que isso é importante para aparelhos com pouca memória
Vídeos em alta resolução e figurinhas animadas consomem megabytes rapidamente. Em smartphones básicos, esses arquivos lotam a galeria e obrigam o usuário a desinstalar outros apps. O novo recurso de armazenamento do WhatsApp ajuda a aliviar esse problema.
Para quem pensa em trocar de celular, o iPhone 13 de 128 GB, vendido no Brasil a partir de R$ 3.800 em promoções online, segue como alternativa, mas nem todos querem ou podem investir. A limpeza seletiva prolonga a vida útil de modelos mais antigos.
Números que pesam no bolso
Relatórios internos da Meta apontam que fotos e vídeos representam até 95 % do espaço ocupado pelo WhatsApp. Um usuário moderado pode estourar 10 GB em poucos meses. Com preços médios de R$ 500 por 1 TB em serviços de nuvem, liberar espaço local se mostra mais vantajoso.
Disponibilidade e próximos passos
No momento, só quem participa do TestFlight no iPhone tem acesso. A Meta não divulgou datas, mas segue o padrão de lançar primeiro no iOS, depois no Android. O recurso de armazenamento do WhatsApp também deve chegar ao WhatsApp Web.
Imagem: Jade Bryan
Outro teste em andamento traz instruções de desvinculação para quem configurou o mensageiro no Apple Watch. Assim como a limpeza seletiva, a função permanece restrita ao beta e não possui cronograma oficial de liberação.
Impacto no Brasil: economia real de gigabytes
Dados da Anatel indicam que mais de 40 % dos aparelhos em uso no país têm 64 GB ou menos. Para esses usuários, a liberação de 3 GB ou 4 GB pode significar a instalação de novos apps, atualização do sistema ou armazenamento de fotos pessoais.
No Android, fabricantes como Samsung, Motorola e Xiaomi já incluíram soluções de compressão de arquivos, mas a atuação direta do WhatsApp tende a ser mais eficiente, pois elimina o conteúdo na fonte.
Cenário para o consumidor
No varejo nacional, smartphones de 256 GB, como o Galaxy A54, partem de R$ 1.900. Entretanto, muitos consumidores mantêm modelos simples para uso cotidiano. O novo recurso de armazenamento do WhatsApp oferece alívio imediato, sem custo adicional.
Como testar agora
Interessados podem se inscrever no TestFlight do WhatsApp, embora as vagas sejam limitadas. Após instalar a versão 25.37.10.72, basta abrir Ajustes > Armazenamento e Dados > Gerenciar Armazenamento e procurar pela opção Clear Media.
Usuários de Android deverão aguardar uma atualização na Google Play Store. A Meta costuma liberar as novidades por fases, então o ícone de limpeza seletiva deve aparecer gradualmente.
Mania de Celular de olho nas novidades
A equipe do Mania de Celular continuará acompanhando cada mudança no mensageiro. Enquanto isso, quem vive lutando contra o espaço interno já pode começar a planejar a faxina digital com o novo recurso de armazenamento do WhatsApp.
