Uma atualização que deveria melhorar a vida dos donos de smartwatches acabou virando dor de cabeça.
Desde o fim do ano passado, o Wear OS 6 (One UI 8 Watch) vem sendo distribuído para relógios do Google e da Samsung.
Agora, inúmeros relatos apontam que o sistema está congelando e sobrepondo informações em mostradores de terceiros, deixando a leitura da hora praticamente impossível.
No Brasil, o Galaxy Watch 6 pode ser encontrado a partir de R$ 1.599, enquanto o recém-lançado Galaxy Watch 7 sai perto de R$ 2.499.
Já o Pixel Watch 2, importado, custa em torno de R$ 2.300 em marketplaces. Para quem desembolsou essa grana, ver a tela travada não é nada agradável.
O que está acontecendo com o Wear OS 6?
A falha no Wear OS 6 se manifesta quando o relógio alterna do modo ativo para o sempre-ligado.
Nesse momento, elementos como hora, data e ícones ficam “fantasma”, gerando sobreposição e borrões na tela.
Somente mostradores de terceiros são afetados
Relatos em fóruns da Samsung e do Google indicam que o bug atinge apenas faces baixadas em lojas independentes.
Os mostradores padrão, incluídos de fábrica, continuam funcionando normalmente.
A lista de modelos impactados
Entre os sul-coreanos, o problema aparece em Galaxy Watch 4, 5, 6, 7, 8 e na edição FE, todos rodando One UI 8 Watch.
No ecossistema do Google, donos de Pixel Watch 3 e Pixel Watch 4 também reclamam do congelamento.
Por que o erro acontece?
Desenvolvedores acreditam que ajustes de API implementados para economizar bateria estão por trás da falha no Wear OS 6.
Essas otimizações parecem interferir diretamente na forma como aplicativos de terceiros redesenham o mostrador na transição para o modo sempre-ligado.
Impacto na experiência diária
Além da tela borrada, usuários relatam aumento de lag, sensoriamento de passos impreciso e travamentos pontuais na interface.
No Mania de Celular, leitores comentam que o bug obriga a trocar para um mostrador nativo se quiser ver a hora sem sustos.
Imagem: Jade Bryan
Há solução temporária?
Até o momento, a única saída oficial é voltar para um mostrador primeiro-party, fornecido pelo próprio relógio.
Limpar cache ou reiniciar o dispositivo não resolve, segundo os relatos mais recentes.
Quem desenvolve faces pode fazer algo?
Alguns criadores testam versões beta com código adaptado às novas APIs, mas sem garantia de sucesso.
Enquanto a atualização corretiva não chega, publicar essas “gambiarras” seria arriscado, pois o patch oficial pode mudar tudo de novo.
Quando virá a correção?
A Samsung prometeu liberar um update já na próxima semana, começando pela Coreia do Sul e avançando para outros países em ondas.
Não há data confirmada para o Brasil, mas a empresa costuma levar de duas a três semanas para completar a distribuição global.
Posição do Google
O Google confirmou que trabalha em um firmware para os Pixel Watch, porém não divulgou prazo.
Enquanto isso, a página de suporte orienta usuários a permanecer em mostradores oficiais.
Quanto custam os relógios no mercado brasileiro?
• Galaxy Watch 6 Bluetooth: cerca de R$ 1.599.
• Galaxy Watch 6 Classic LTE: por volta de R$ 2.899.
• Galaxy Watch 7 (importado): médio de R$ 2.499.
• Pixel Watch 2 (importado): em torno de R$ 2.300.
Valores consultados em grandes varejistas na primeira quinzena de abril de 2024.
Vale a pena comprar agora?
Com a falha no Wear OS 6 ainda sem correção, quem prioriza mostradores personalizados pode querer esperar o patch.
Quem usa faces nativas e precisa de smartwatch com recursos de saúde continuará bem-servido, desde que aceite o bug temporário.
Fique atento às próximas atualizações de sistema e verifique manualmente as configurações do relógio para instalar o pacote assim que ele surgir.
