Aquela sensação de ver a bateria do Android acabar antes do fim do dia pode estar com os dias contados. O Google confirmou uma mudança forte nas regras da Play Store que mira, diretamente, aplicativos mal otimizados.
A novidade traz verificações de desempenho, etiquetas de alerta e punições de visibilidade. Para quem acompanha o Mania de Celular, vale ficar de olho, porque a medida entra em vigor em 1º de março de 2026 e deve afetar boa parte dos apps populares.
O que muda na política do Google Play
Publicada em 10 de novembro, a atualização da política estabelece um novo conjunto de “padrões técnicos de qualidade”. O foco principal recai sobre wake locks parciais excessivos, eventos em que o app mantém o processador ou a tela ativos sem real necessidade, acelerando o consumo de energia.
Pela primeira vez, a loja oficial vai usar métricas de bateria do Android como critério para destacar ou esconder aplicativos. Até então, esse tipo de controle era restrito às análises internas do sistema operacional.
Verificação de tempo de tela
Além dos wake locks, o Google medirá o tempo que um app deixa a tela ligada. Se ultrapassar duas horas por dia de forma contínua, o software será classificado como “gastão de bateria”.
Como será feita a detecção de apps gastões
A companhia vai monitorar dados anônimos coletados pelos próprios aparelhos para identificar padrões abusivos. Esses indicadores serão processados em servidores do Google e comparados a limites pré-definidos.
Toda a análise acontecerá em segundo plano. Caso o aplicativo exceda os valores de referência, o desenvolvedor receberá um aviso automático dentro do Console do Google Play.
Transparência para desenvolvedores
De forma inédita, as métricas ficarão visíveis em painéis detalhados. A ideia é permitir que equipes de desenvolvimento encontrem gargalos de energia antes que o problema chegue aos usuários.
Penalidades previstas para quem descumprir
Se o app não for otimizado depois dos alertas, o Google aplicará uma série de punições graduais. Entre elas estão:
- rebaixamento no ranking de buscas da Play Store;
- remoção de destaques editoriais e listas de recomendação;
- adição de um selo indicando alto consumo de bateria.
Para os usuários, esse selo funcionará como o aviso já exibido em apps propensos a travamentos. A expectativa é que a etiqueta desencoraje novos downloads.
Impacto para usuários e desenvolvedores
Para o público final, a promessa é clara: menos processos rodando à toa e, consequentemente, mais horas de tela longe da tomada. Já para os desenvolvedores, a mudança cria uma pressão por código enxuto e eficiente.
Imagem: Jade Bryan
O Google acredita que a medida representará um ganho geral na bateria do Android, pois incentiva boas práticas sem depender exclusivamente de atualizações do sistema.
Quando as novas regras começam a valer
A data oficial é 1º de março de 2026, possivelmente pouco antes da chegada do Android 17. Até lá, o Google disponibilizará a documentação completa para que as equipes possam ajustar seus aplicativos.
Como o ciclo médio de desenvolvimento leva meses, o calendário foi considerado razoável por desenvolvedores independentes e grandes estúdios.
O que já mudou no sistema Android
A atual versão do software conta com o recurso de bateria adaptativa, que limita recursos de apps menos usados. Já o futuro Android 15 deve trazer um modo Doze mais esperto e restrições de segundo plano ainda mais rígidas, funcionando em conjunto com as novas regras da Play Store.
Essas melhorias de sistema e a política de loja atuam em duas frentes distintas, mas complementares: uma controla o consumo no aparelho, a outra desencoraja maus hábitos na origem.
E quanto aos preços de aparelhos no Brasil?
A notícia citou, de passagem, uma oferta do Pixel 9 nos Estados Unidos, mas o modelo ainda não foi lançado oficialmente no mercado brasileiro. Portanto, não há preço definido em reais até o momento.
Como referência, o Pixel 8 foi lançado lá fora a US$ 699. Caso a linha mantenha a tradição de conversão direta com impostos, o valor de lançamento no Brasil poderia ultrapassar os R$ 6 mil, mas essa cifra ainda é especulativa.
Com a mudança iminente, usuários brasileiros podem esperar smartphones que aguentem mais tempo longe da tomada, independentemente do modelo ou da faixa de preço. Agora é acompanhar como os desenvolvedores vão reagir ao novo critério e se, de fato, veremos a tão desejada melhora na bateria do Android.
