O mercado de marketing de afiliados passa por mudanças rápidas e profundas. Quem deixar essas transformações para depois corre o risco de perder relevância e, claro, receita.
De orçamentos maiores a novas formas de atribuição, 2026 promete consolidar o canal como peça central de qualquer planejamento de performance. Veja, a seguir, os principais movimentos que moldam esse cenário — todos baseados em números recentes e sem espaço para achismos.
Orçamentos em alta aceleram o jogo
Nos Estados Unidos, o investimento em marketing de afiliados deve somar US$ 13,2 bilhões até 2026, avanço de 10 % em relação a 2025. O dado, fornecido pela eMarketer, mostra que o modelo pay-for-performance se fortalece por unir baixo risco e alta previsibilidade.
O retorno médio também fala alto: a cada dólar aplicado, os anunciantes recuperam cerca de US$ 12, segundo levantamento da Rakuten Advertising. Esse índice supera com folga o desempenho de formatos tradicionais, como mídia display, pressionados por custos crescentes e menor conversão.
Mais setores entram no funil
Varejo continua puxando a fila, mas softwares SaaS, serviços financeiros, saúde e negócios de assinatura ampliam seus programas de afiliação. Até marcas B2B passaram a ver potencial em parceiros que geram leads qualificados via conteúdo de nicho.
Na prática, isso dilui a dependência de cupons e sites de cashback. Blogs especializados, newsletters e comparadores de preço agora disputam verbas com criadores de conteúdo e plataformas de inteligência artificial.
Mobile first: clique, conversão e live commerce
Mais da metade dos cliques em links de afiliados já ocorre em smartphones, mostra relatório da Shopify. Consequência: páginas que demoram a carregar ou não oferecem checkout simplificado derrubam a taxa de compra quase instantaneamente.
Para quem produz conteúdo, vale o mesmo alerta. Posts que abrem desconfigurados no celular ou biografias do Instagram com links direcionados a sites desktop representam dinheiro deixado na mesa.
Vídeo ao vivo acelera vendas
O live commerce deve responder por mais de 5 % do e-commerce norte-americano em 2026, com crescimento anual de 36 %, de acordo com a Statista. TikTok, Instagram e YouTube já hospedam transmissões recheadas de links e códigos afiliados que impulsionam compras por impulso.
Criadores que dominam unboxings, tutoriais e sessões de perguntas e respostas se tornam parceiros disputados. As plataformas, por sua vez, liberam marcações de produto que encurtam o caminho até o carrinho, tudo rastreado para garantir a comissão.
Influenciadores assumem a linha de frente
Nos Estados Unidos, 58 % dos criadores de conteúdo geram renda com links afiliados, aponta o Backlinko. O formato só fica atrás dos publiposts, mas cresce mais rápido, pois alia autenticidade e conversão sem depender de contratos pontuais.
Para as marcas, é o melhor dos mundos: alcance orgânico, credibilidade e pagamento atrelado a resultado. Para os influenciadores, é chance de renda recorrente — e sem teto pré-definido.
Imagem: Andrea Knezovic
Códigos personalizados viram regra
Programas atuais oferecem cupons exclusivos, vitrines próprias e painéis com dados em tempo real. Isso incentiva o criador a se ver como sócio da marca, não apenas como divulgador temporário.
Automação e IA na gestão de afiliados
Ferramentas baseadas em inteligência artificial já selecionam parceiros, disparam convites personalizados e ajustam comissões conforme desempenho. Segundo a Shopify, uma grande varejista adicionou 900 novos afiliados em um trimestre e elevou a receita em 30 % usando esse tipo de plataforma.
Fraude, pagamentos e créditos indevidos também entram no radar. Algoritmos analisam padrões de tráfego para identificar atividades suspeitas, protegendo tanto a marca quanto os bons afiliados.
Benefícios diretos para gestores
Com menos tarefas operacionais, as equipes focam em expansão estratégica. Testar novos canais ou campanhas leva dias, não meses. Para o afiliado, o onboarding fica mais ágil e as métricas transparentes, elevando o engajamento.
Privacidade redefine atribuição
O bloqueio a cookies de terceiros exige métodos alternativos de rastreamento. Server-side, códigos únicos e dados de primeiro nível (login, e-mail) ganham espaço para sustentar a atribuição sem ferir a legislação.
Além disso, 44 % das empresas já adotam o modelo de primeiro clique, que recompensa quem iniciou a jornada do consumidor, não apenas quem fechou a venda. O movimento busca justiça em um funil cada vez mais fragmentado.
O que muda para afiliados
Parcerias devem ser avaliadas pela qualidade da tecnologia de rastreamento. Links encurtados e cupons individuais passam a ser a garantia de que o esforço será reconhecido. Quem ainda depende só de redirecionamento via browser pode ficar sem crédito.
Por que tudo isso importa para 2026
As tendências de marketing de afiliados listadas aqui já estão em curso e mostram que o canal deixará de ser coadjuvante. Orçamentos robustos, foco em mobile, uso de IA e novos modelos de atribuição criam um cenário no qual performance real supera qualquer promessa vazia.
No Mania de Celular, seguimos de olho nessas mudanças para que nossos leitores entendam não só os lançamentos de smartphones, mas também como o ecossistema digital onde eles navegam continua evoluindo.
