O universo dos games nunca movimentou tanto dinheiro. Em 2024, a receita global ultrapassou US$ 187,7 bilhões, com quase metade vinda dos títulos mobile.
Essa escala transformou o marketing de jogos em um campo ultracompetitivo onde trailers, redes sociais e parcerias com criadores de conteúdo definem o sucesso — ou o fracasso — de um lançamento.
Ao mesmo tempo, o público gamer se expandiu e diversificou. Hoje são mais de 3,3 bilhões de jogadores no planeta, espalhados por celulares, PCs e consoles. Entender esses hábitos é vital para qualquer estúdio que queira chamar atenção em meio a tantas opções.
Neste guia, você confere os pontos-chave do marketing de jogos, dos canais mais eficazes aos indicadores que realmente importam.
Por que o marketing de jogos é diferente
Diferentemente de produtos tradicionais, um game vive da primeira impressão. Trailers, screenshots e postagens precisam mostrar a diversão de forma direta, pois o jogador decide rápido se vale a pena instalar.
Além disso, os títulos recebem atualizações constantes. Novas fases, eventos e balanceamentos mudam a conversa em redes sociais, exigindo campanhas sempre atualizadas e flexíveis.
Competição em todos os lados
Com faturamento acima de US$ 187 bilhões, a disputa pela atenção é acirrada. Jogadores trocam de jogo sem dó, tornando indispensável uma proposta de valor clara e onboarding simples.
Quem é o público gamer em 2025
Segundo a Newzoo, 3,3 bilhões de pessoas jogam em 2025. A Ásia lidera com 1,48 bilhão, e o celular é a plataforma mais popular: 2,85 bilhões jogam no smartphone.
O estereótipo do adolescente gamer ficou no passado. Dados da Statista mostram que 80% dos jogadores são adultos; o grupo de 18 a 34 anos representa 38% do total, mas há participação relevante acima dos 45 anos e quase metade da base é feminina.
Diversidade influencia campanhas
Ao falar com tantos perfis, o marketing de jogos precisa segmentar mensagens por idade, gênero e plataforma, sem cair em clichês. É aqui que ouvir a comunidade faz diferença.
Frentes essenciais do marketing de jogos
Mobile, PC e console têm ritmos distintos. Nos celulares, a aquisição de usuários via anúncios pagos e otimização de loja (ASO) manda no resultado. Já nos PCs e consoles, hype pré-lançamento, wishlists e reviews pesam mais.
Títulos multiplataforma exigem narrativa unificada, mantendo consistência de voz nas redes, nos trailers e nos eventos in-game.
Mobile: velocidade é lei
No smartphone, anúncios verticais curtos precisam capturar atenção em segundos. Ícone, vídeo de 15 segundos e página na loja decidem o download.
PC e console: construção de desejo
Para essas plataformas, estúdios investem em diários de desenvolvimento, parcerias com streamers e demos temporárias para gerar listas de desejos e reviews positivos.
Canais que mais importam
Redes sociais como TikTok, YouTube, Discord, Reddit e Instagram são vitrines de clipes, memes e tutoriais criados pelos próprios jogadores.
Imagem: Andrea Knezovic
Anúncios pagos aceleram testes criativos, medindo cliques, instalações e retenção inicial. Quando um conceito de anúncio converte, basta escalar orçamento.
Influenciadores fazem a ponte
Criadores de conteúdo já vêm com credibilidade embutida. Ao jogarem ao vivo ou publicarem reviews, eles validam o game para comunidades de nicho, algo valioso para qualquer plano de marketing de jogos.
Como dialogar com gamers
Autenticidade é palavra de ordem. O público rejeita propaganda genérica e responde melhor a demonstrações reais de jogabilidade, humor e transparência em patch notes.
Manter presença onde o jogador está — TikTok, Discord, Reddit — garante mensagem consistente. Participação de memes e desafios convida o usuário a co-criar conteúdo, aumentando alcance orgânico.
Força da comunidade
Servidores no Discord, fóruns no Reddit e transmissões no Twitch mantêm o ciclo de engajamento. Feedback rápido sobre bugs ou balanceamento reduz frustrações e prolonga a vida útil do título.
Eventos sazonais e colaborações dão novos motivos para o retorno dos jogadores e material fresco para compartilhar nas redes.
Métricas que orientam decisões
CTR, CPI e retenção do primeiro dia sinalizam a eficácia de anúncios. Nas lojas, taxa de conversão, wishlists e avaliações revelam se a promessa bate com a expectativa.
Discussões em redes e servidores mostram sentimento da comunidade. Já indicadores de longo prazo — retenção, tempo em jogo e gastos internos — apontam se o marketing de jogos está sustentando a base.
Oportunidades para marcas fora do setor
Marcas não ligadas a games podem aparecer dentro dos títulos via patrocínios, skins ou anúncios em cenário. Quando a inserção faz sentido — carro em jogo de corrida, por exemplo — o jogador aceita sem resistência.
Itens colecionáveis e experiências criadas por usuários em plataformas UGC ampliam o alcance, enquanto parcerias com streamers levam a mensagem para audiências que ignoram publicidade tradicional.
Por que contratar uma agência especializada
Agências focadas no segmento testam tendências diariamente, poupando tempo e dinheiro dos estúdios. Elas unem produção criativa, compra de mídia e análise de dados em um só lugar.
Com histórico de centenas de campanhas, sabem diferenciar modas passageiras de estratégias que trazem crescimento consistente, algo fundamental em um mercado que não para de mudar.
Com tantos números e peculiaridades, o marketing de jogos virou peça central da indústria. Para quem acompanha tudo de perto, como o Mania de Celular, fica claro que conhecer o público, ajustar a mensagem por plataforma e manter diálogo aberto são passos que decidem quem fica no topo das paradas.
