Terraria, lançado originalmente em 2011 para PC, segue firme como um dos jogos premium mais bem-sucedidos nos celulares. Mesmo após mais de dez anos, o sandbox 2D continua registrando vendas consistentes, engajamento alto e uma comunidade barulhenta.
Dados de 2025 mostram que o título ultrapassou 22 milhões de downloads apenas no mobile, gerando US$ 36 milhões sem recorrer a microtransações. Abaixo, o Mania de Celular reúne todos os números que explicam por que Terraria mobile continua relevante em 2026.
O que é Terraria mobile
Terraria mobile é a adaptação completa do jogo de ação-aventura em 2D focado em exploração, crafting, construção e chefes desafiadores. No celular, o jogador começa com ferramentas simples, coleta recursos, expande bases e enfrenta biomas cada vez mais perigosos, tudo em sessões que podem durar minutos ou horas.
O modelo premium garante acesso a todo o conteúdo por uma única compra, sem anúncios ou itens pagos. Essa proposta reforça o apelo entre fãs que preferem experiências livres de monetização agressiva.
Quem desenvolve e como o jogo evoluiu
A versão original foi criada pelo estúdio independente Re-Logic, liderado por Andrew Spinks. No mobile, o desenvolvimento e a manutenção ficam a cargo da britânica DR Studios, com publicação da 505 Games.
Desde o lançamento para iOS em agosto de 2013 e para Android em setembro do mesmo ano, o título recebeu atualizações constantes. O patch Jornada’s End, liberado em 2019, praticamente igualou o conteúdo dos celulares ao do PC, impulsionando uma nova onda de vendas.
Quantos jogadores Terraria mobile possui em 2026
De acordo com a AppMagic, Terraria registra 600 mil usuários ativos mensais (MAU) em todas as plataformas e 120 mil usuários ativos diários (DAU). O celular responde por algo entre um terço e metade desse total.
Isso significa que a base móvel varia de 200 mil a 300 mil MAU, com picos diários entre 40 mil e 60 mil jogadores. Para um jogo pago, esses números mostram um engajamento raro no segmento premium.
Volume de downloads e principais mercados
Até 2026, Terraria mobile acumulou 22 milhões de instalações globais. O país que mais baixou o app foi a Rússia, com 25 % do total, seguido pelos Estados Unidos (21 %) e pelo Brasil (12 %).
A distribuição demonstra a força do gênero sandbox em mercados onde o pagamento único ainda é bem-aceito. Mesmo sem funil free-to-play, o jogo segue crescendo graças a boca a boca, avaliações positivas e visibilidade em todas as plataformas.
Receita gerada pelo jogo no celular
Somando iOS e Android, Terraria mobile já arrecadou US$ 36 milhões em receita vitalícia. O mercado norte-americano lidera o faturamento, reflexo do poder de compra local e da popularidade de jogos de sobrevivência.
Imagem: Andrea Knezovic
No total, considerando PC e consoles, o título já vendeu 64 milhões de cópias e rendeu mais de US$ 500 milhões ao longo da história. O gráfico de ganhos mostra picos recorrentes após grandes atualizações, reforçando a longevidade do modelo premium.
Estratégia de marketing e força da comunidade
Ao contrário da maioria dos jogos mobile, Terraria quase não investe em user acquisition paga. Cada grande patch gera onda orgânica de pesquisas, vídeos e discussões em fóruns como Reddit, YouTube e Discord.
A presença multiplataforma também serve de vitrine. Promoções no Steam e em consoles acabam direcionando interessados para a versão mobile, criando um ciclo gratuito de divulgação que mantém a base ativa e atraindo novos jogadores.
Conteúdo autêntico impulsiona o hype
Quando campanhas pontuais ocorrem, elas se limitam a trailers que destacam construção, exploração e duelos contra chefes. A simplicidade funciona porque o próprio gameplay demonstra a profundidade que o público procura.
Preço do Terraria mobile no Brasil
No Brasil, Terraria mobile custa cerca de R$ 19,90 na Google Play Store e R$ 24,90 na App Store, valores que podem variar conforme promoções sazonais. Em comparação com o preço médio de títulos premium, o jogo entrega centenas de horas de conteúdo por menos de 25 reais.
Sem quaisquer compras internas, o consumidor paga uma única vez e recebe todas as atualizações futuras, um diferencial que ajuda a explicar o sucesso prolongado do jogo nos smartphones brasileiros.
Como o modelo premium sustenta a receita
A ausência de microtransações preserva a experiência de exploração e construção sem interrupções. Isso agrada tanto veteranos de sandbox quanto novos jogadores que buscam uma aventura completa logo após a compra.
Os números de 2025 e 2026 confirmam que a estratégia continua rentável: o público valoriza conteúdo robusto, e a Re-Logic demonstra que ainda é possível prosperar no mobile usando um formato de venda única.
